Entrevista no JHoje de 29/07/11

30 jul, 2011 | 35 Comentários »

Conforme mencionei no Twitter nesta sexta e a alguns colegas que atuam com PHP, lamento a interpretação causada pela entrevista para a Globo, exibida no Jornal Hoje de 29/07/11.

Infelizmente, a edição (que é normal para que possa ser exibido dentro da grade da emissora, ou seja cortes da versão original) prejudica a interpretação do que estava sendo dito e do que eu estava mostrando, e dá a entender que tudo que tenha a extensão .php seria perigoso ou vírus, o que é absurdo e jamais falaria isso. Quem me conhece sabe disso e de minha idoneidade e seriedade profissional.

Sobre a entrevista

A entrevista feita no dia anterior pela manhã e durou cerca de duas horas, foi conduzida pela repórter Natália com muita competência. A matéria abordava a preocupação em alertar as pessoas nos frequentes golpes enviados por e-mails.

Como em qualquer reportagem diversas perguntas foram feitas sobre o tema. A perguntas variaram sobre o que é um hacker, cracker,  alguns tipos de e-mails, fragilidade de alguns sites, sobre SQL injection, redes sociais e sobre a falta de conscientização das pessoas que expõe muito suas vidas pessoais na web. Isto foi ressaltado ao final do JHoje pela âncora, rapidamente. Falei muito sobre os grandes alvos: as crianças e os mais velhos, o que não foi utilizado.

Ao mostrar alguns e-mails falsos, expliquei rapidamente vários detalhes que ajudam as pessoas a identificá-los e classificá-los como FALSOS, ilustrando e enriquecendo a matéria com diversos exemplos simples, uma forma de alertar as pessoas, pois, para um leigo é difícil identificar essas ameaças devido a criatividade dos crackers atualmente. Além de mim, uma outra pessoa foi entrevistada e se disse vítima deste tipo de golpe tendo um prejuízo de cerca de R$ 10 mil.

No momento em que eu explicava sobre os tipos de ameaças mostro um exemplo de um EMAIL FALSO de uma grande empresa de análise de crédito que recebi em meu nome naquele exato momento. Cito características diversas: aponto para o erro no nome, no valor absurdo, no e-mail do remetente falso (geralmente nome de pessoa física ou site que não tem haver com a empresa), no design com falhas e no link, orientando a pessoa a parar o cursor sob o mesmo sem clicar, e olhar a URL. No exemplo mostrado é um link de arquivo .php, que poderia ser .asp, .com, .htm etc). Saliento que aquele link, exclusivamente PARA ESTE TIPO DE E-MAIL FALSO, pode ser uma tentativa de baixar algum tipo de programa malicioso na máquina do usuário (vírus, worms, trojan etc.). Devido aos cortes no final do vídeo fica no ar a questão sobre o .php que aparece na cena.

Em seguida mostro outro e-mail FALSO enviado em nome do Banco Itaú, este com pouca qualidade, que tinha o objetivo de enganar e pegar senha e dados bancários do receptor, com as mesmas características e um link também .php.  Clico no link que leva a uma página falsa do internet banking do banco solicitando dados e senha da conta. Por se tratar de uma reportagem com tempo limitado. Não usaram esta parte da entrevista. Note que: nos exemplos os links eram .php, mas, poderiam ser qualquer outro.

Sou um profissional experiente e professor, inclusive já atuei com software dirigindo equipes e tenho negócios deste tipo até hoje e ótimos amigos desenvolvedores PHP, .net, java etc. Adoto o PHP em praticamente tudo por considerá-lo entre várias qualidades com ótima performance e seguro.

Lamento a má repercussão no mundo PHP, peço desculpas à comunidade e, ressalto que jamais tive a intenção de que o php ou qualquer linguagem séria e de grande aceitação pelo mercado fosse associada a um vírus ou programas maliciosos.

Pelas ótimas características do PHP ele é muito utilizado em todo o mundo e infelizmente os crackers também usam as linguagens bem difundidas para si, infelizmente importunando quem trabalha sério e causando muito prejuízo.

Agradeço aos seguidores e amigos que entenderam e me conhecem de longa data no mercado e tomarei mais cuidado em próximas entrevistas.

Gostaria de expressar o bom profissionalismo que a equipe do Jornal Hoje teve, onde reconhecendo que a interpretação da matéria estava confusa, reeditou o material no mesmo dia, e também se pronunciou e explicou sobre o ocorrido na edição desse sábado do jornal.

Lamentável: apagão, vela e banho de caneca!

21 jun, 2011 | Nenhum Comentário »
Ciclone extratropical Sul-Sudeste

Ciclone extratropical Sul-Sudeste

Era o último dia do GRC International e DRI Day América Latina (www.grc-inter.com), evento organizado pela DARYUS aqui em SP, e ficamos o dia todo falando de continuidade de negócios, gestão de riscos e crises, com vários especialistas mundiais e brasileiros, e tive que ouvir a piadinha de um colega ao final do dia: “Legal, são bem realistas, conseguem até ter um ciclone para fechar um evento com este tema.”

Piadas a parte, nós paulistas acostumados a mudanças de clima abruptas geralmente preparados para uma garoa, chuvinha ou friozinho de final de tarde, ficamos surpresos com o que aconteceu no fim do dia 07 de Junho na grande São Paulo. Um ciclone extratropical com chuva e ventos de até 80 km/h causou muitos estragos, trânsito acima do normal, acidentes e falta de energia elétrica em várias regiões. A queda de uma árvore sobre um carro matou o condutor,  o vendaval lançou galhos e placas sobre a rede elétrica, cortando o fornecimento de energia e água em vários bairros, e milhares de moradores ficaram sem luz, no mínimo do dia 7 até o dia 10 de junho, como por exemplo as pessoas da cidade de Sto. André-SP, além de São Caetano-SP, Mauá-SP e Diadema-SP. Ou seja, o ABC sentiu muito este ventinho mais forte!

A AES mobilizou mais de 1.000 eletricistas nas ruas da região e da Capital para tentar restabelecer a luz nos pontos afetados, pois o estrago estava feio e devido ao trânsito o deslocamento ficou lento até os pontos afetados prejudicando ainda mais. Na cidade de SP, trechos de ruas nos bairros de Pinheiros, Butantã, Lapa (Zona Oeste), Vila Mariana, Morumbi e Guarapiranga (Zona Sul), Parque São Domingos e Pirituba (Zona Norte e Noroeste) foram atingidos.

A AES Eletropaulo afirma que vai investir muito em melhorias e proteções, bem como estudar a mudança do cabeamento de energia de aéreo (postes) para subterrâneo, minimizando danos por árvores e ventos. A ANEEL vai aumentar a fiscalização dos serviços prestados após o episódio, que deixou milhares de consumidores sem luz na Grande São Paulo, no interior do Estado e em diversos outros pontos. Criticada até pelo Governador Geraldo Alckmin, que chamou a empresa de “incompetente para a função”, a companhia estuda mudanças e a hipótese de um fonte termelétrica para apoiar na geração, como se isso fosse o suficiente. “Ela (Eletropaulo) tinha 10 anos para agregar 400 megawatts de energia, mas isso venceu em 2007. Nós estamos em 2011 e até agora não agregou nenhum megawatt”, disse o governador ao portal G1.

O Eng. Prof. Reinaldo Lopes, da Engenharia Elétrica da FEI, disse as mídias que “os futuros investimentos da AES Eletropaulo deveriam ser destinados, pelo menos em parte, a cabeamento subterrâneo, pois evitariam a interrupção do abastecimento de energia por causa de tempestades, ventos e queda de árvores. Segundo o professor, “existe uma lei municipal número 14.023/05, que determina que a concessionária enterre a fiação da capital paulista.”, mas que, “Esta lei não vingou. Falta força política e judicial”, acredita.

Gestão de Riscos e Continuidade de Negócios

Estamos em 2011, e desde 1995 sabemos que o mundo mudaria muito, principalmente devido ao BOOM tecnológico e a Internet. Energia, infraestrutura pública, transporte, saúde, saneamento básico (que pra mim é saúde também) e educação são facilmente encontrados em planejamentos da época até os dias atuais. O que falhou tanto? Por que continuamos com os mesmos problemas, e as grandes cidades a beira de um colapso?

Em Gestão de Riscos Estratégicos, fundamentamos que a somatória de capacitação, planejamento, preparação e condicionamento em Continuidade de Negócios, Segurança da Informação, Riscos ambientais e outras disciplinas podem levar facilmente uma organização pública ou privada a estar melhor preparada para lidar com situações como a que passamos no dia 07 de junho.

Não é “balelez” não! É a realidade. Nua e crua. Infelizmente ganhar votos é mais importante que Planejamento e Preparação para os líderes públicos. Gostam de falar em investimentos e fazer pouco. Quem paga? O cidadão. Fazendo uma analogia com o setor privado, muitos empresários também falam muito e fazem pouco. Gostam de valorizar suas empresas para os acionistas e mercado, mas, quando uma crise acontece, são desculpas e mais desculpas. Quem paga? O cliente, o funcionário e os acionistas.

Infelizmente, estamos indo para um cenário de futuro que em torno de 5 a 7 anos teremos contas de água, luz, Word, Excell, serviços na nuvem entre outros. Cada vez mais conectado, o cidadão comum será muito dependente de energia, infraestrutura de telecomunicações, transporte e saúde. Temos dois grandes eventos no país que receberão muitos turistas e investidores, e será a Copa e Olimpíadas das redes sociais, da nuvem e de mais serviços integrados a nova realidade sócio-cultural.

Creio que com a mentalidade política de 1950, equipes públicas dirigidas por políticos e não engenheiros substituindo doutores, mestres e especialistas capacitados e experientes para por em prática planos audaciosos de reforma global de infraestrutura de serviços públicos essenciais (segurança, saúde, energia, saneamento, alimentos, transporte e telecomunicações), ficaremos em crises bem piores do que esta do dia 07/06, sempre que um ventinho ou chuvinha mais forte acontecer em um grande centro urbano.

E olhe o absurdo, ainda ouvi um político dizendo na TV: “A população não ajuda, por isso acontecem os problemas nas grandes cidades.”, Concordo em partes com ele, pois, se votaram nele é por que desejam que ele e outros pensem nisso por eles. E se as regras não são seguidas, é porque não estão claras e sendo monitoradas adequadamente.

Quando há interesse da alta administração, seja pública ou privada, as coisas acontecem e a população as segue, veja os radares e a política anti-tabagismo.

O Absurdo do descaso.

Algumas coisas são curiosas, como por exemplo há quanto tempo falamos da falta de planejamento urbano e ambiental nas zonas urbanas de grande volume no Brasil. 10, 20, 30 anos? Creio que sim. E o que se fez? Nada. Ou o insuficiente. É um jogando a culpa no outro e ponto. O que me assusta, é que estamos todos no mesmo barco!

Há quanto tempo falamos sobre árvores mortas causando problemas em SP? De chuvas detonando a cidade? De problemas com a rede elétrica? Isso tanto faz em SP, RJ e outros grandes centros.

Me questionam se SP, RJ e outros grandes centros estão preparados para situações de crises, desastres e outros frequentemente, e a resposta é NÃO!

Entenda o problema.

Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e algumas outras forças públicas merecem todo o nosso respeito, e digo mais, fazem literalmente milagres e possuem 99.9% dos seus homens praticantes de um ideal nacionalista e humano que é de se invejar. Primeiro, por causa dos baixos salários, segundo, pelos investimentos equivocados e muitas vezes errados, terceiro por politizar muitas vezes assuntos meramente técnicos, e mesmo assim fazem a diferença. São heróis! E é por isso que corrigem, até certo ponto, muitos dos erros dos políticos que não estão ligando para nada que apontamos aqui. O problema é que remediamos demais!

Gerenciar riscos é muito mais do que remediar, é estar preparado mesmo! Mapear riscos em uma cidade, como em uma empresa significa estudar mais rapidamente situações de risco, contabilizá-las, tratá-las e principalmente aplicar controles de mitigação antes que aconteçam determinados problemas.

Árvores e vento não podem ser desculpas para falhas de planejamento em gestão de riscos naturais em uma grande cidade. Falta de investimentos, podem atrapalhar, porém, não devem ser o maior obstáculo.

A gestão de continuidade de negócios é uma disciplina que pode auxiliar desde o cidadão, o pequeno empresário ou até mesmo a grande empresa a se preparar para situações adversas como esta, para manter suas funções essenciais. Isto inclui o setor público também.

Regiões que oferecem problemas de energia, poderiam ter incentivo do governo para pagar menos impostos ou impostos zero para compra de geradores ou aquecedores a gás para água de chuveiros, por exemplo.

Colocar cabeamento subterrâneo? Só se forem aprova d’água. Lembram-se das chuvas de março? SP e RJ? Pareciam piscinas, Ops! Quem não sabe disso ainda?

Bom, a iniciativa privada tem o dever de investir para minimizar os impactos, e exigir menos impostos devido a estes investimentos em Gestão de Riscos e Continuidade de Negócios, bem como prêmios de seguros menores. Porém, não exclui empresas de serviços essenciais como as de Telecomunicações e Energia a investirem muito no mesmo assunto e a praticarem mais do que falam. Poderiam investir a metade do valor da multa que receberam da Aneel que estariam muito mais preparadas.

Uma ação conjunta. Um risco menor.

Falamos sempre para as empresas que Riscos, Continuidade e Segurança são  responsabilidade de todos na organização. Esta mesma dica cabe para os serviços públicos essenciais e para a população que precisa exigir com mais fervor que o Governo, Prefeitura e empresas envolvidas atuem conjuntamente no planejamento de Gestão de Riscos Estratégicos e Continuidade de Negócios, minimizando crises e atuando mais organizadamente em situações como estas. Criar uma Secretaria de Defesa Civil também é uma ótima iniciativa!

Note, árvores mantidas pela Prefeitura não podem cair com ventos de 80 km/h em cima de cabeamento de luz e telecomunicações, que não deveriam estar ali.

O pior é que vidas são perdidas, por falta de luz, água e principalmente de atenção sobre Gestão de Riscos Estratégicos.

Controles Internos, Segurança, Continuidade? êta confusão!

23 mai, 2011 | Nenhum Comentário »

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Ainda me surpreende a confusão de algumas administrações, mesmo depois de tanto se falar no tema  Governança, Riscos e Conformidade. Esta confusão vem criando transtorno ao invés de soluções, e    principalmente custos e burocratização desnecessária.

Primeiramente, vamos alinhar os conceitos para:

Governança: Segundo o IBGC (www.ibgc.org.br),  “Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre  proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de  governança corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a  finalidade de preservar e otimizar o valor  da organização, facilitando seu acesso ao capital e  contribuindo para a sua longevidade.”

Gestão de Riscos: Segundo a ABNT NBR ISO/IEC 27001:2006, “atividades coordenadas para direcionar e  controlar uma organização no que se refere a riscos. Nota: A gestão de riscos geralmente  inclui a  análise/avaliação de riscos, o tratamento de riscos, a aceitação de riscos e a comunicação de    riscos.  [ABNT ISO/IEC guia 73:2005]“

Conformidade: Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), qualquer atividade com o objetivo de determinar, direta ou indiretamente, que os requisitos aplicáveis são atendidos. Estes requisitos podem estar estabelecidos numa norma ou em outro documento equivalente, como um regulamento técnico ou uma especificação. Assim sendo, avaliar e testar que um produto, serviço, sistema ou pessoal atende aos requisitos de uma norma é um instrumento poderoso para o desenvolvimento empresarial e para a proteção do consumidor. As organizações que adotam a avaliação da conformidade beneficiam-se pelo aumento de sua competitividade.

Tenho visto muitas empresas passando dificuldades em relação a GRC, e principalmente profissionais assumindo processos que jamais serão capazes tocar ou apresentar bons resultados.

Um exemplo:

Lecionando nestas últimas semanas, tive em sala de aula uma Gerente de Compliance, fazendo curso de Gestão de Continuidade de Negócios. Quando a questionei: Por que estava fazendo o curso? Ela respondeu: – Estou fazendo, pois, preciso atualizar e manter o PCN da empresa que trabalho.

Ops! Questionei novamente: – De qual área você é, e quais suas atribuições? Ela respondeu com mais detalhes: – Sou gerente de compliance e sob minha responsabilidade estão o PCN, processos, risco operacional, segurança da informação e política e normas.

Ops2! Então indaguei: – Ué! Por que tudo isso? Ela respondeu: Sei lá, acho que tudo que tem nome diferente ou a Diretoria não entende direito mandam pra minha área. E o pior é que não querem investir nem em capacitação. E a equipe é somente duas pessoas seniores e uma estagiária.

Entenda a problemática:

Trata-se de uma instituição média do setor financeiro. Ela possui muitos regulamentos e leis a seguir, e um amplo campo para fraudes e interrupções de serviços.

Gestão de Riscos, Segurança da Informação e Continuidade de Negócios, são assuntos (domínios) de riscos estratégicos, e o ideal é que sejam mantidos por equipes diferentes. Porém, sabemos que devido a equipes reduzidas e custos, muitas vezes quem assume isto tudo é o CSO – Chief Security Officer ou o CISO – Chief Information and Security Officer. Na falta destes, o mais lógico seria colocar isto sob responsabilidade de um executivo ou estabelecer um cargo de Risk and Security Officer. Deixar nas mãos de TI, sem capacitação e foco, poderia apresentar muitos problemas também.

Governança, Riscos e Conformidade, deveriam ser encarados pelas instituições como 3 grandes fases da gestão, e endereçadas nas 3 camadas da Gestão Corporativa, entenda a seguir:

Governança – trata-se de assunto estratégico, e resumindo é definir para onde se vai, definir as marcas e prestar contas sobre a evolução.

Riscos – trata-se de um conjunto de assuntos/domínios, entre eles segurança e continuidade que identificarão, contabilizarão e tratarão os riscos de forma preventiva e corretiva, definindo controles que precisarão ser monitorados e acompanhados.

Conformidade – trata-se do GRANDE PARCEIRO, que deve ajudar os dois acima a definirem bem seus controles, a traduzir as metas estratégicas em documentos formais das intenções da Alta Administração (políticas e normas) para que sejam introduzidos no dia-a-dia da organização, e como ferramenta verificar se os controles definidos pelos acima estão fazendo a coisa certa, no lugar certo e a CULTURA ORGANIZACIONAL está se adaptando. Ele poderá ajudar muito nas definições das métricas e indicadores.

Note que, se a 1a. FASE de GOVERNANÇA não entende bem as outras duas, provavelmente teremos estes equívocos da gestão, usando um nome menos agressivo. Se a 2a. FASE de RISCOS não entende o NEGÓCIO e SEUS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS (definidos pela 1a. FASE) creio que não saberá exatamente o que proteger e por que proteger (estamos falando de proteção de alto nível). Se a 3a. FASE de CONFORMIDADE não entende o que a GOVERNANÇA quer e o que está sendo implementado por RISCOS, e não há um TRIANGULO DE GRC estabelecido em parceria, acho que tudo está comprometido, e talvez sua empresa goste mesmo de PERDER TEMPO E DINHEIRO!

Para aquele empresário do tempo das cavernas que acha que estas áreas só são necessárias por causa das regulamentações existentes e para aguentar os chatos dos auditores, acho que é melhor ir pensando na aposentadoria! Você já é ultrapassado e gosta de gastar dinheiro. Espero que seus sócios e acionistas não saibam destas barbeiragens.

Dicas:

1. Crie uma área de Gestão de Riscos, preferencialmente alinhada à Diretoria Geral.

2. Atribua responsabilidades para a Alta Administração e tenha seu apoio formalizado

3. Crie um Comitê de Gestão de Riscos multidisciplinar (10 pessoas no máximo)

4. Defina profissionais e capacite-os para Governança Corporativa, Riscos e Conformidade. Um Diretor para alinhar com a Alta Administração e traduzir as diretrizes e objetivos estratégicos para os outros dois, que são: Um Gerente de Riscos (que pode ter em sua equipe um Security Officer (em empresas menores, poderá ficar com segurança de TI, segurança da informação e continuidade de negócios. Já nas maiores, recomendo cada assunto ter um profissional cuidando)), e por último o Gerente de Conformidade, que poderá, além de verificar os controles estabelecidos e implantados por Riscos, cuidar e validar as políticas e normas.

5. Existe ainda um 4o. e muito importante parceiro, a área de Processos (mapeamento e modelagem), que é muito importante e deveria ser independente, porém, parceira subsidiando Riscos e Conformidade com uma documentação rica em detalhes de cada processo até o nível das atividades realizadas, e juntos apresentariam ótimos resultados.

Parece o melhor dos mundos? Acredite é o mais fácil e correto caminho.


Amazon Cloud Downtime. As nuvens também caem!

29 abr, 2011 | Nenhum Comentário »

O tempo de inatividade do servidor da Amazon Web Services, na semana passada, despertou questões de confiabilidade geral da computação em nuvem, que geralmente é estável e excepcional, e sobre  a transparência de provedores de cloud-based?

Amazon Web Services, fornece hospedagem para sites populares, como Reddit, Quora, Hootsuite e serviços semelhantes aos bancos de dados relacionais (RDS) e Elastic Compute (EC2) começou a sofrer paralisação na quinta-feira da semana passada. Na segunda-feira, a Amazon disse que a maioria dos serviços que dependem de sua plataforma de cloud computing estavam de volta ao normal.

A Amazon afirmou que um pequeno número de volumes foram perdidos durante a falha do servidor, e está se comunicando com os clientes sobre a questão. Enquanto isso, no rescaldo do acidente, a Amazon também prometeu uma análise completa sobre o incidente e declarou: “Estamos cavando profundamente as causas desse evento e vão postar um “post mortem detalhada”.

Enquanto Cloud Computing, é conhecido em grande parte, pela sua confiabilidade e custos baixos, alguns analistas perguntam o que o incidente reflete para a viabilidade e o futuro da computação em nuvem em geral. O que acham?

Quando algo não falha muito, ao apresentar falhas estas tendem a ser muito severas e impactantes.

Outros analistas também observam que o incidente mostra que a fé cega não deve ser colocado em Cloud, pois, ainda está no inicio e tem muito relativo a resiliencia e segurança a ser discutido. Cloud tem recentemente uma onda de popularidade, especialmente dentro de agências do governo e empresas médias  que estão trabalhando para implementar a plataforma em suas atividades diárias.

Amazon.com tem um dos mais sofisticados ambientes de computação em nuvem hoje (juntamente com a Microsoft). Isso permite a empresa a reduzir suas necessidades de recursos como e quando eles precisam.

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Isto resultou em uma perda de 7,8% no preço da ação da empresa. Cálculos aproximados estimam  51.400 dólares perdidos por minuto, ou cerca de US $ 10 milhões de dólares para cada período de 3 horas.


I Seminário Internacional sobre gestão integrada de riscos e desastres

19 abr, 2011 | Nenhum Comentário »

seminario Tive a honra de ir a Brasília na última semana, de 11 a 13 de Abril, e participar deste    holístico seminário internacional. E você deve estar se perguntando: O que eu fui fazer  lá?

Bom, primeiramente ver o que o governo está fazendo nesse sentido e de modo geral  conhecer melhor a Defesa Civil do nosso país e poder alinhar o governo e iniciativa  privada.

Em segundo, ver o que outros países fazem em relação a Gestão de Crises e Desastres,  como planejam, como venceram os desafios burocráticos e como contabilizam as  perdas.

Moral da história: O evento foi ótimo com a participação de México, Noruega, Colômbia, Canadá, EUA, Alemanha e todos os estados brasileiros representados por suas Defesas Civis, Bombeiros e outras autoridades. O Governo federal apresentou o cartão da Defesa Civil para repasse mais rápido de verbas (importante) e várias iniciativas de integração e melhora NO TODO!

O que achei bom: A proposta de integração do Ministério da Integração e Secretaria de Defesa Civil. A vontade e comprometimento dos Estados e da Defesa Civil e NUDEC de cada região. A tradução simultanea, o nível dos palestrantes e a cordialidade da organização.

O que achei ruim: A organização precisa melhorar, fazer perguntas para os palestrantes não era possível e faltou tempo para os debates e pouco envolvimento nas redes sociais.

Resumo final: Falta interesse político “TOP DOWN” ainda, e uma melhor orquestração, que só se faz no mundo privado. Faltou a troca de experiencia e esclarecimento de GOV X Setor privado. Vi uma palestra do Secretario da Defesa Civil de Blumenau, que foi sensacional, humana, técnica e focada. Ao final perguntei a ele sobre como é o apoio das empresas na região (muito afetada pelas chuvas – vale do Itajaí-SC), e ele me disse: “De várias formas!” – porém, com um sorriso amarelo e sem muita convicção, ou seja, provavelmente não é assim como ela quer e almeja.

Bom, vejamos se este nível de evento se mantém, e mais mundo privado e público se encontram para SOMAR e não concorrer, mesmo pq estamos no mesmo barco, coisa que se aprende cedo em CONTINUIDADE DE NEGÓCIOS e GESTÃO DE RISCOS.