Valor: “Tragédia das enchentes revela falha de governança e gestão”

11 jan, 2012 | 1 Comentário »

Lendo o Valor de hoje, 11/01/12, uma reportagem sobre as enchentes reforça aquela minha antiga preocupação sobre a falta de Governança sobre Ameaças, Crises e Desastres Naturais.

Em artigo anterior já demonstrei minha preocupação e o despreparo do governo em relação a isso. Será que a Presidenta Dilma vai mudar esta história?

Bom, Minas Gerais já virou piada. São sempre os mesmos impactos ocasionados por chuvas nesta época. Será que as autoridades sofrem de inércia ou será despreparo? Não sei, mas, o governo federal e o de Minas correm como tartarugas mancas.

Uma força nacional foi criada, porém, isso não quer dizer nada se não forem bem preparados e articulados.

A Defesa Civil ainda é um braço dos bombeiros e acho que isto precisa mudar urgente. O cartão de repasse de verba criado pelo Banco do Brasil em parceria do Ministério da integração no ano passado não está andando, e a velha e sucateada Defesa Civil sofre com heróis anônimos e doações. Isto é lamentável!

O Brasil é imenso e temos questões sazonais que precisam há muitos anos serem resolvidas, e é pura falta de interesse político e vaidade de setores do governo.

Em Santa Catarina, Blumenau, a Defesa Civil tornou-se uma Secretaria de Defesa Civil, o que é muito recomendável e um bom exemplo a ser seguido.

Cadê a Política nacional de Defesa Civil? Cadê o Plano Diretor de Governança de Riscos de Desastres? Cadê o escritório nacional de prevenção e combate a Desastres Naturais?

Está tudo separado e cada um cuida do seu quadrado: Aeronautica, Bombeiros, Forças armadas, Defesa Civil etc. Isto não resolve?

O Ministério da Integração, deveria fazer jus ao nome e começar a entender que Gestão de Riscos se faz integrando disciplinas de riscos muito próximas.

O Rio de Janeiro tem um programa público muito bom, mas, veremos os resultados daqui a alguns anos.

Solução:

1-  Governança de Riscos e Prevenção a Desastres Naturais diretamente ligados a Presidência

2- Criação de Secretarias de Defesa Civil

3- Profissionalização e mais preparo das Defesas Civis

4- Aplicação de tecnologias regionais capazes de monitorar e prevenir desastres.

5- Educação contínua e obrigatória nas escolas sobre prevenção a acidentes, monitoramento de situações de desastres e proteção a vida.

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  1. Prezado Daryus. Feliz em retomar o contato com os Srs. Feliz em ver em artigo tão lúcido e objetivo a questão “deplorável” em que se encontram as “Defesas Civis” do país. Seu comentário é bem dirigido: cadê as verbas, cadê a integração de meios e resultados, cadê a solução sistêmica do problema? Lamentavelmente continuaremos a abordar os mesmos fenômenos e consequencias nos próximos ano e as observações serão exatamente as mesmas. O Sr. “sabe” que chove mais nos meses de dezembro a março?? Não sabia?? Pois, então, são “fatos absolutamente novos” nos planejamentos públicos!.
    A pergunta que fica é a seguinte: mesmo sabendo que o espírito dos “políticos” não seja tão louvável assim, as suas “carreiras” na vida pública continuam …e então, que tal candidatarem-se com “maiores chances”? com mais assertividade? com o apoio popular? Será que até para isso “eles” precisam de um treinamento em visão sistêmica? Parabéns, meu amigo Daryus. Abrão. 24.01

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